PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que é, de fato, educação domiciliar?

Conhecida em todo o mundo como homeschool, a educação domiciliar é uma modalidade de educação na qual os pais assumem a responsabilidade pela instrução formal dos filhos, no período da educação básica, que no Brasil vai de 4 a 17 anos.

1.

O que leva os pais a optarem pela educação domiciliar?

A maioria dos pais retira os filhos da escola pelo desejo de oferecer aos filhos uma educação personalizada que possa explorar o potencial, os dons e os talentos de cada criança ou adolescente. Essa personalização costuma revelar-se tão eficaz que 2 horas de atividades por dia equivalem a mais de 5 horas na escola.

2.

Quais são os principais benefícios da educação domiciliar?

De acordo com pesquisas e estudos científicos e com a prática de vários países ao redor do mundo, a educação domiciliar proporciona maior amadurecimento, desenvolve a disciplina de estudo e o gosto pelo aprendizado, facilita o emprego de novas estratégias de aprendizado, favorece o empreendedorismo, gera adultos seguros e produz excelentes resultados acadêmicos.

3.

A educação domiciliar produz bons resultados acadêmicos?

Estudos internacionais mostram que os estudantes de educação domiciliar apresentam resultados acadêmicos de 15% a 30% superiores aos estudantes de escolas convencionais.

4.

Quais são as vantagens da educação domiciliar?

Número reduzido de alunos em relação à escola; desenvolvimento de forma personalizada do potencial, dons e talentos de cada aluno; poder ensinar conforme o ritmo e o estilo de aprendizado do aluno; possibilidade de fazer a integração entre conhecimentos de áreas diversas; trabalhar num ambiente seguro, com liberdade para acertar e errar e ter maior tempo de convivência com os filhos.

5.

Existe educação domiciliar em outros países?

Sim. A educação domiciliar é reconhecida ou regulamentada em mais de 60 países, nos cinco continentes, entre os quais podemos citar EUA, Canadá, México, Chile, Equador, Colômbia, Portugal, Áustria, Bélgica, França, Itália, Suíça, Bulgária, Dinamarca, Finlândia, Rússia, Reino Unido, Israel, África do Sul, Japão, Filipinas, Cingapura, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

6.

Como é a experiência da educação domiciliar em outras nações?

Nos países que reconhecem ou regulamentam a educação domiciliar, a modalidade é bem sucedida e cresce a altas taxas. Vale lembrar que a maioria dessas nações está entre os melhores nos índices globais de educação, inclusive à frente do Brasil.

7.

A educação domiciliar é uma prática legal no Brasil?

Segundo o STF, a Constituição Brasileira não proíbe a educação domiciliar, mas, para que possa ser garantido o direito aos pais, é necessário haver uma legislação própria. O Brasil assinou tratados internacionais que garantem a prática, como na DUDH, em seu artigo 26, que diz: “Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de educação que será ministrada aos seus filhos.”

8.

O que é abandono intelectual?

Abandono intelectual, segundo o Código Penal Brasileiro, é “Deixar, sem justa causa, de prover a instrução primária de filho em idade escolar.” No Brasil, até hoje não há registro de condenação de qualquer família praticante de educação domiciliar pelo crime de abandono intelectual. Na educação domiciliar, o que costuma acontecer é justamente o contrário: as crianças aprendem mais e em menos tempo.

9.

A educação domiciliar prepara os estudantes para exames como o ENEM e vestibulares?

Sim. Nos países onde o homeschooling é praticado há muitos anos, os estudos mostram que os estudantes não apenas são aprovados em testes admissionais, mas ingressam na universidade com mais conhecimento e notas mais altas. No Brasil, os estudantes de educação domiciliar têm 100% de aprovação nos exames nacionais (Encceja e ENEM). Muitos desses alunos já ingressaram no ensino superior.

10.

Como os pais podem ensinar aos seus filhos os conteúdos das matérias?

A essência da educação domiciliar não é ensinar a memorizar conteúdos, mas ensinar os filhos a aprender. As crianças e adolescentes aprendem a estudar, pesquisar, questionar, raciocinar de forma lógica e interpretar. Na educação domiciliar, os pais conduzem os filhos ao autodidatismo e podem utilizar-se de recursos diversos como sites, blogs, videoaulas, plataformas de ensino, materiais de apoio, aplicativos, auxílio de professores, entre outros.

11.

Como são socializados os estudantes de educação domiciliar?

Na educação domiciliar, as crianças e adolescentes se relacionam normalmente com amigos, parentes e vizinhos. Frequentam parques, praças, parquinhos, clubes, bibliotecas, praticam esportes, aprendem música, artes, idiomas e também participam de grupos de apoio, que são grupos de famílias que praticam a educação domiciliar e se reúnem periodicamente, interagem entre si e partilham seus conhecimentos.

12.

A educação domiciliar é um movimento conservador e religioso?

Não. No Brasil, existe grande diversidade de famílias que praticam educação domiciliar. Entre elas, famílias que assumem posições políticas liberais, conservadoras, de esquerda, de direita ou que não se assumem como parte de nenhuma delas, como as libertárias, católicas, protestantes, espíritas, budistas, ateístas, entre outras.

13.

A educação domiciliar é um modelo educacional elitista?

Não. A realidade brasileira é de que a maioria das famílias educadoras é de classe média. Muitos pais tinham altos custos com mensalidades escolares e, ao optarem pela educação domiciliar, continuaram investindo na educação dos filhos, mas fazem uma economia considerável, com alto custo-benefício.

14.

Qual o perfil das famílias que optam pela educação domiciliar?

Em geral, são pais dispostos a investir tempo e recursos na formação intelectual dos seus filhos e que desejam participar ativamente desse processo.

15.

Como a educação domiciliar pode desenvolver senso crítico no aluno?

Na educação domiciliar, ao invés de apenas memorizar conteúdos, a criança é conduzida à interpretação de textos, ao raciocínio lógico e à solução de problemas, desenvolvendo o questionamento e o senso crítico da realidade à sua volta.

16.

A educação domiciliar pode enfraquecer a escola?

Definitivamente não. Uma prova disso é que a maioria dos países que lideram os rankings mundiais de educação permitem a educação domiciliar, como Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, França, Canadá, Irlanda, Holanda e Dinamarca.

17.

A educação domiciliar pode fechar escolas ou desempregar professores?

Não. Em qualquer país onde a educação domiciliar é praticada, o número de estudantes educados fora das escolas não chega nem a 3% de toda a população estudantil. Além disso, atualmente, muitos professores têm se dedicado à elaboração de material, currículos e até mesmo avaliações para cooperar com os pais que praticam educação domiciliar.

18.

Como as crianças educadas em casa aprendem a tolerância e o respeito à diferença e à diversidade?

Em geral, os pais se preocupam com a formação do caráter dos filhos e em direcionar os valores e virtudes que devem incorporar. Estudos comprovam que os estudantes de educação domiciliar apresentam maior tolerância política e religiosa, quando comparados com alunos de escolas convencionais.

19.

​E se uma família desestruturada ou economicamente miserável desejar fazer educação domiciliar?

A experiência de outras nações mostra que famílias desestruturadas socialmente, vulneráveis ou em condição de miséria não se interessam pela educação domiciliar. Pelo contrário, preferem a escola em tempo integral.

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